Conteúdos educativos sobre água, lixo e reciclagem, dicas de uso consciente e meio ambiente, materiais para download, o Museu da Água e o projeto Conheça o DAE.
Água
A água é uma substância composta por elementos químicos, sendo 2 partes de hidrogênio (H) e 1 parte de oxigênio (O). Sua fórmula química é H2O. A superfície da Terra é coberta por 75% de água. A água salgada está presente nos mares e oceanos, representando 97,4% de toda a água, que contabiliza quase 1,5 bilhão de km³. A água doce não chega a 3%, sendo que 90% desse volume correspondem a geleiras, rios, lagos e lençóis subterrâneos. Só uma pequena parte de toda a água do planeta serve para o abastecimento da população.
A água e a vida
Os primeiros seres vivos da Terra surgiram na água há cerca de 3,5 bilhões de anos. Sem ela, acreditam os cientistas, não existiria vida. A água forma a maior parte do volume de uma célula. No ser humano, ela representa cerca de 70% de seu peso. O transporte dos sais minerais e de outras substâncias, para dentro ou para fora da célula, é feito por soluções aquosas. Mesmo a regulagem da temperatura do corpo depende da água, sendo pelo suor que expelimos parte do calor interno.
Água no corpo humano e em nossa saúde
Dois terços do corpo humano são compostos por água, enquanto 75% do cérebro humano é formado por água e do sangue é formado por 83% de água. Ela tem como função transportar substâncias no interior do organismo e também eliminar substâncias que não interessam mais ao corpo humano, liberadas no meio ambiente principalmente pelas fezes e urina. Essa quantidade de água no corpo é constante, e como nós eliminamos água através da transpiração, respiração e excreção, é necessária a sua reposição. Por esse motivo é que bebemos água. Entretanto, a reposição também é realizada através da alimentação, já que quase todos os seres vivos são constituídos de uma grande quantidade de água, que ingerimos quando nos alimentamos.
A água é fundamental para todos os órgãos do nosso organismo, pois é ela, através do sistema de transporte celular, que garante a chegada de nutrientes para as células e que auxilia a dissolução dos sais minerais. A água auxilia na desintoxicação dos rins e no controle da temperatura do corpo, na forma de suor. Ela possibilita a lubrificação das articulações, ossos e dá a flexibilidade necessária aos músculos. Não se deve tomar água somente quando estamos com sede, pois este já é considerado um sinal de desidratação. Se uma pessoa perder 20% da água de seu corpo irá a óbito.
A ausência da água faz aparecer sintomas mórbidos, como dor de cabeça, moleza e confusão mental. A ausência desse líquido pode provocar doenças irreversíveis. A falta de água pode causar o engrossamento das células sangüíneas e será uma das causas da hipertensão. Pesquisas mostram que a diminuição da ingestão de água nas primeiras semanas de uma dieta alimentar aumenta em muito a perda de água corporal, devido à desidratação, além de diminuir a proporção de gordura queimada. Por isso, é importante fornecer uma quantidade adequada de água ao organismo durante o período da dieta alimentar (restrição calórica). O não consumo de água prejudica a queima de gordura.
Os direitos da água
Foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1992, o Dia Mundial da Água, sendo comemorado no dia 22 de março. O objetivo é a discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural.
No Brasil a adesão partiu do Congresso Nacional. A Lei nº 10.670, de 14 de maio de 2003, instituiu o Dia Nacional da Água, que também passou a ser comemorado no dia 22 de março de cada ano, simultaneamente à data mundial.
A ONU redigiu um documento intitulado Declaração Universal dos Direitos da Água. Abaixo, seus principais tópicos:
A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: é rara e dispendiosa e pode escassear em qualquer região do mundo.
A utilização da água implica respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza.
O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade e precaução.
A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável pela água da Terra.
A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Dela dependem a atmosfera, o clima, a vegetação e a agricultura.
O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
A gestão da água impõe um equilíbrio entre a sua proteção e as necessidades econômica, sanitária e social.
Água potável
A água é considerada potável quando não contém elementos que prejudicam a saúde humana. Tais elementos podem ser tanto químicos (substâncias tóxicas) quanto biológicos (organismos patogênicos). Deve-se ressaltar que a diferença entre água poluída e água contaminada. Não existe água totalmente pura na natureza.
Substâncias Nocivas
A água na natureza possui vários compostos químicos, responsáveis por sua cor, cheiro e paladar. Algumas dessas substâncias são essenciais à saúde, como os sais minerais. Outras, entretanto, são tóxicas ao homem, como é o caso dos metais pesados (mercúrio, chumbo e cobre). Há também diversos microrganismos, que nascem, se reproduzem e morrem na água e, geralmente, não provocam doenças ao homem. A exceção vale para algumas espécies, que produzem substâncias tóxicas. Organismos parasitas também surgem na água por meio das fezes de pessoas contaminadas, tornando a água o veículo de proliferação dessas doenças.
Para não ser considerada poluída, a água deve ser clara, sem sabor e inodora, embora esses aspectos não garantam que ela seja potável. A água potável é aquela que não está poluída ou contaminada, e somente por meio de exames feitos em laboratório pode-se ter certeza se a água pode ser consumida sem riscos à saúde.
Bacias hidrográficas
Bacia Hidrográfica é um conjunto de terras por onde todas as águas da chuva e dos rios e seus afluentes correm. Em uma bacia de uso residencial, quando colocamos pingos de água em sua borda, a tendência é de as gotas escorrerem para dentro. Na natureza, ocorre processo semelhante, onde as águas tomam a direção do rio principal, que determina seu nome. As bacias estão divididas pelas montanhas (divisores de água) e se interligam através de vales (pontos mais baixos do relevo), por onde as águas se encontram, formando córregos, ribeirões, rios, seguindo até o local mais baixo do relevo. Nas bacias hidrográficas, podem ser observadas os topos de morros, as encostas e os vales. Por menor que seja o vale, é comum encontrarmos pelo menos uma nascente no seu interior. Toda nascente é alimentada pelo reservatório de água subterrâneo, que, por sua vez, é alimentado pela água da chuva que infiltra no solo.
Água sobre o solo
A água sobre a superfície do solo está diretamente ligada à água sob o solo, pois é do afloramento dos lençóis freáticos que surgem as nascentes e lagoas. Se o subsolo não estivesse repleto de água, ao invés de aparecer na superfície, ela se infiltraria e se depositaria nas camadas inferiores do solo. O curso das águas se inicia nas regiões montanhosas, onde eles brotam do solo pelas nascentes e vão se encontrar com outros cursos, aumentando de volume. A soma de vários pequenos córregos forma os rios que, ao receberem outros afluentes, vão se tornando cada vez mais volumosos.
O que são nascentes?
Nascentes são pontos onde a água do aquífero sai para a superfície do solo. São basicamente dois os tipos de nascentes: as de encosta e as difusas. Além destes tipos, as nascentes também podem ser intermitentes, que são aquelas que somem durante uma época do ano e voltam a aparecer em outras épocas, dependendo das chuvas.
Nascentes de encosta: Chamadas de olhos de água, são nascentes que surgem quando a camada impermeável se encontra com a superfície do solo, ocorrendo o afloramento do lençol freático.
Nascentes difusas: A camada impermeável sob a superfície do solo faz com que o lençol freático se eleve até a superfície do terreno. Aparece sob a forma de terrenos encharcados, originando um grande número de nascentes em vários pontos do terreno.
Fatores que influenciam a quantia de água em uma região
São três os fatores para o abastecimento dos lençóis subterrâneos e, conseqüentemente, responsáveis pela formação de nascentes: a precipitação, a infiltração e a evapotranspiração.
Precipitação: Fenômeno no qual as nuvens se transformam em chuva. Quando a chuva atinge o solo, parte da água infiltra e parte da água escoa sobre a superfície. A água do escoamento superficial vai em direção a pontos mais baixos do terreno, caindo nos mananciais, podendo acarretar problemas como enchentes. O escoamento de águas de chuva é responsável também por problemas de erosão, assoreamento de cursos de água e transporte de resíduos sólidos ou de agricultura, contaminando as águas.
Infiltração: É a penetração da água da chuva no solo. A infiltração depende das condições do solo. Quanto mais vegetação e húmus tiverem a superfície, mais fácil será a infiltração. Terrenos compactados por estradas e pisoteamento de gado dificultam a infiltração. Na área urbana, os calçamentos das ruas, o telhado das casas ou pavimentação do solo impede a infiltração, fazendo com que a água escorra sobre a superfície do solo e deixe de contribuir para o abastecimento dos lençóis freáticos. Com isso, as nascentes e poços ficam prejudicados, e pode haver problemas de inundações em pontos mais baixos do terreno.
Evapotranspiração: É a combinação da evaporação com a transpiração. A evaporação da água é sua transformação de estado líquido para vapor pela ação do sol. A evaporação ocorre onde há superfícies de água como lagos, represas, rios entre outras. A transpiração é a perda de água das plantas, sob a forma de vapor, realizada através de suas folhas. As plantas cujas raízes atingem o lençol freático têm o grande poder de transferir a água do lençol para a atmosfera. Essas plantas são chamadas de freatófitas. Quando plantadas junto às nascentes, elas podem diminuir a vazão de água destas devido a sua transpiração. Com a movimentação de enormes volumes de água do solo para a atmosfera, a vegetação contribui para a manutenção da umidade atmosférica, regularidade das precipitações pluviométricas e outros fatores ecológicos e meteorológicos.
Podemos perceber que a precipitação e a infiltração contribuem para aumentar a água do subsolo, enquanto a evapotranspiração contribui para diminuir a quantidade de água. Para se conseguir aumentar o volume de água das nascentes de determinada região, devemos dar condições de haver maior infiltração e diminuição da evapotranspiração.
Como assegurar a infiltração de água no solo?
Proteger o solo contra a erosão e evitar sua compactação e impermeabilização dá condições para a infiltração da água. Reflorestamento no topo dos morros, que permite maior infiltração da água e evita o escoamento superficial. Em regiões pavimentadas, a superfície do solo fica impermeabilizada e faz com que a água contribua para enchentes ao invés de abastecer o lençol freático. As matas ciliares são importantes para evitar a erosão e, conseqüentemente, o assoreamento dos cursos de água. Elas também agem como um filtro que ajuda a diminuir o impacto de lixo e agroquímicos nos cursos de água. A vegetação nativa ao redor dos cursos de água assegura a preservação do ecossistema local.
Pluviometria
Tabelas de medição pluviométrica por ano (clique no ano desejado — arquivos em PDF):
A agricultura também pode causar impacto no meio ambiente, afetando o solo e conseqüentemente, a água. Conservar o solo é muito importante, tanto para a agricultura quanto para manter a qualidade da água. O uso inadequado do solo pode causar os seguintes problemas:
Erosão: A erosão ocorre quando o solo é transportado pela chuva. Essa terra acaba nos mananciais, causando o assoreamento e deixando a água barrenta. A erosão prejudica a agricultura e a qualidade da água. As erosões muito graves são chamadas de voçorocas. Quando uma área vira uma voçoroca, quer dizer que toda a terra fértil (boa para agricultura) foi carregada pela chuva para algum manancial que deve, portanto, estar assoreado.
Compactação: O uso excessivo e inadequado de máquinas agrícolas pode deixar a terra dura, em um processo chamado compactação. Nessa terra endurecida, as raízes das plantas têm dificuldade de crescer, e sem raízes boas, as plantas não se desenvolvem, prejudicando a produção agrícola. A compactação também dificulta que a entrada da água no solo e sua chegada ao lençol freático. Quanto menos água no lençol freático, mais fundo tem de ser o poço para achar água. O uso das máquinas certas na época certa impede que ocorra a compactação.
Lixiviação: A lixiviação ocorre quando a água da chuva lava da terra os adubos. Quanto mais a água corre por cima da terra mais adubo ela arrasta para o rio. O adubo, comprado pelo produtor rural, quando carregado aos mananciais, prejudica todo o ecossistema aquático. A conservação do solo evita tanto a erosão e a lixiviação. É feita com curvas de nível e/ou terraços, dependendo de cada propriedade.
Os Agroquímicos
Os agroquímicos (herbicidas, inseticidas, pesticidas) devem ser usados com cuidado, pois podem contaminar seriamente os mananciais e causar doenças na população. Algumas recomendações para sua utilização:
Nunca aplicar esses produtos nas proximidades dos mananciais;
Usar somente agroquímicos com autorização de um técnico responsável;
Não misturar diferentes agroquímicos para usar na lavoura;
Não lavar tanques de tratores e aviões que aplicam esses agroquímicos, usando e devolvendo a água para os mananciais;
Não jogar ou lavar as embalagens dos produtos nos mananciais;
Não queimar as embalagens;
Acondicionar as embalagens em local apropriado e devolver à indústria que o produziu.
Mata ciliar
Mata ciliar é a mata nativa que cresce à margem dos mananciais, e são assim chamadas por terem a mesma função que os cílios tem para nossos olhos: a proteção. Sem a mata ciliar, ocorre o processo de assoreamento, que acontece quando a terra é carregada para os mananciais através da chuva, deixando a água barrenta e os mananciais mais rasos, com menos água. Além disso, junto com a terra, são carregados também agroquímicos, que contribuem na poluição da águas. A mata ciliar age como um filtro, segurando a terra e impedindo-a de entrar nos mananciais. Elas também ajudam a terra a absorver a água das chuvas, que será lentamente reintegrada aos mananciais.
As matas ciliares são protegidas pela lei nº 4771, alterada posteriormente pela lei nº 7803. Essa lei determina que uma faixa mínima de 30 metros as margens de pequenos córregos não pode ser ocupada com culturas, edificações ou criações. Essa faixa é proporcional ao manancial.
É importante ressaltar que, onde não há mata ciliar, é necessário recuperá-la. São várias as razões para recompor a mata ciliar. Veja:
Evita o desmoronamento das margens dos mananciais;
Evita que a terra chegue na água;
Filtra os agroquímicos que contaminam os mananciais;
Filtra os adubos que desequilibram o ecossistema aquático;
Ajuda a reabastecer o lençol freático;
Regula a disponibilidade de água nas nascentes, bicas e poços;
Aumenta o oxigênio na água;
Contribui para diminuir o efeito estufa;
Fornece alimento para os peixes;
Fornece alimento e moradia para fauna;
Diminui os riscos de pragas na lavoura;
Valoriza a propriedade rural.
Água no Brasil
O Brasil é um país privilegiado em relação aos recursos hídricos, detendo 20% de toda a água doce superficial da Terra. Desse volume, cerca de 80% encontra-se na Amazônia.
A Bacia Amazônica, com 6 milhões de quilômetros quadrados, é a maior bacia fluvial do mundo, abrangendo além do Brasil, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. A segunda maior bacia hidrográfica do mundo, a Platina, também está parcialmente em território brasileiro.
Além dos recursos hídricos que estão na superfície há também as águas subterrâneas: o aqüífero Botucatu/Guarani, um dos maiores do mundo, possui quase 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sendo que 70% localiza-se em território brasileiro. Entretanto, as maiores concentrações urbanas situam-se distantes dos grandes rios, como o São Francisco, o Paraná e o Amazonas. Conseqüentemente, dispor de grandes reservas hídricas não significa o abastecimento de água para toda a população.
Aqüífero Guarani
Este aqüífero se espalha por 1,2 milhões de km² em sete estados brasileiros e abrange ainda a Argentina, o Uruguai e o Paraguai. Algumas cidades como Ribeirão Preto já se abastecem de suas águas. Desde 1994, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) de Jaguariúna, SP, analisa sua contaminação. Foram encontradas concentrações baixas de herbicidas, mas preocupantes. Se continuar sendo contaminado, pode chegar a índices críticos, comprometendo a utilização dessa água. Preocupada com esses resultados, a empresa procura os locais de recarga para analisar a contaminação.
Utilização da água na região
Estima-se que cada pessoa consuma em média 55 metros cúbicos (55 mil litros) de água por ano apenas para realizar atividades domésticas. No entanto, quando se distribui o consumo total de água de uma região pelo seu número de habitantes, encontra-se um valor ainda maior: no Estado de São Paulo, por exemplo, esse valor chega aproximadamente a 250 metros cúbicos; na França, ele passa dos 500 metros cúbicos; Nos EUA, chega a quase 2 mil metros cúbicos. A maior parte da água é consumida pela indústria e pela agricultura, ou é perdida em vazamentos.
Há dois fatores a serem levados em consideração para se entender como a escassez de água tornou-se um problema crônico: a sazonalidade e a qualidade da água. A sazonalidade é a disponibilidade de água não uniforme em todos os períodos do ano. Em nossa região, por exemplo, as chuvas concentram-se no verão, aumentando a vazão dos rios e a disponibilidade de água, enquanto no inverno predominam a forte estiagem e ameaças de desabastecimento. Quanto à qualidade da água, o lançamento de esgoto e resíduos industriais e agrícolas sem tratamento vem transformando parte da água que era viável para o aproveitamento humano em inviável. É o que está acontecendo, por exemplo, no Rio Atibaia. Em Sumaré, este rio apresenta 125 miligramas de coliformes fecais em cada litro de água, enquanto o aceitável seria, no máximo, cinco miligramas.
Deve-se levar em conta a disponibilidade de água em relação ao número de habitantes da região. Assim, enquanto a disponibilidade de água média no Brasil é superior a 20 mil metros cúbicos por habitante, a cada ano, na região das bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí esse número não chega a 1,5 mil. Uma região cuja disponibilidade de água para cada habitante é inferior a 1,7 mil metros cúbicos anuais é considerada sob estresse hídrico. Em nossa região, em 1996, este índice chegou a 1312 metros cúbicos. Embora o consumo anual na região represente cerca de 20% deste montante (250 metros cúbicos por pessoa), é importante lembrar que este número representa a disponibilidade média anual, e que, em nossa região, os efeitos da sazonalidade são determinantes. Nos períodos mais longos de estiagem, a disponibilidade de água cai para menos de 500 metros cúbicos para cada habitante, situação considerada de escassez crônica. Nestes períodos, mesmo estimando-se a vazão total da bacia em torno de 50 metros cúbicos por segundo, a vazão existente em cada ponto do rio é tão baixa que inviabiliza a captação, e a concentração de poluentes torna-se tão alta que inviabiliza o tratamento. É o que os técnicos chamam de "vazão virtual".
Chuva ácida
Os veículos e indústrias queimam gasolina, álcool, óleo diesel, carvão, gás natural e soltam gases na atmosfera. Esses gases, principalmente o enxofre e o nitrogênio, são os responsáveis pela chuva ácida. Eles sofrem reações químicas na atmosfera e combinam-se com o vapor de água, formando a chuva ácida. Quando a chuva é muito ácida, seu efeito não é neutralizado pela natureza e o solo vai se tornando estéril e a vida aquática prejudicada. Veja abaixo os prejuízos da chuva ácida:
Saúde: A chuva ácida libera metais tóxicos que estavam no solo, podendo alcançar rios que são utilizados pelo homem causando sérios problemas de saúde.
Arquitetura: ajuda a corroer os materiais usados nas construções, destruindo casas, represas, turbinas hidrelétricas, etc.
Lagos: os lagos podem ser os mais prejudicados com o efeito da chuva ácida, podendo chegar a um ponto que perde toda a sua vida aquática.
Desmatamentos: mata as árvores, e as plantas que se utilizavam da sombra destas morrem devido a exposição excessiva ao sol, formando então uma clareira. Essas reações podem destruir florestas inteiras.
Agricultura: afeta as plantações da mesma forma que as florestas, só que mais rapidamente.
Aquíferos
Aquíferos são depósitos naturais de águas subterrâneas. O aquífero pode ser freático ou artesiano.
Aquífero freático: Essa água encontra-se sob a superfície do solo, retida sobre uma camada de rocha ou solo compactado que é praticamente impermeável. A sua profundidade desse aquífero é bastante variável. Nascentes deste depósito natural ocorrem quando a água encontra um caminho para a superfície do solo. Quando perfuramos um poço comum, fossas ou construímos a fundação de casas, podemos encontrar estas águas.
Aquífero artesiano: formado quando a água encontra camadas mais profundas. Apesar de existirem nascentes de lençóis artesianos, estas são mais raras, e apresentam uma vazão de água elevada. A água subterrânea está associada ao ciclo hidrológico e o volume disponível dela depende da recarga da água da superfície. Para estimar a disponibilidade do aquífero, é necessário determinar o escoamento da bacia que faz a recarga do aquífero. É difícil saber a quantidade de água subterrânea que pode ser retirada de um aquífero. Os aquífero estão cada vez mais sendo utilizados no mundo todo, inclusive em nossas bacias hidrográficas. Quando se usa essas águas para irrigação ou abastecimento público, utilizamos normalmente muito mais que sua capacidade de recomposição. A utilização dessas águas para o abastecimento pode resolver o problema da água imediato, mas acarreta problemas muito sérios a longo prazo, como a falta de água para futuras gerações, contaminação dessas águas e a acomodação do solo na superfície. A contaminação das águas de aquíferos é muito lenta, mas quase irreversível, pois a recomposição também é lenta. Vários estudos já estão sendo desenvolvidos para analisar onde são os pontos de recarga de aquíferos para protegê-los.
Lixo
Resíduos
Um dos grandes desafios do nosso século é o que fazer com todos os resíduos que produzimos em nosso ambiente possam ser reciclados.
Existem vários tipos de resíduos:
Resíduos gasosos - gerados por processos industriais e pelos meios de transporte que liberam gases ou também pelos aterros sanitários pela reação da fermentação. Esta fermentação dá origem ao CO2 e ao CH4 (metano), os quais podem ser aproveitados para a produção de biogás.
Resíduos líquidos - gerados nos domicílios e pelas indústrias (efluentes industriais), ou também pela decomposição do lixo (chorume). Nos aterros sanitários, o chorume deve ser recolhido e tratado para que ele não se infiltre no solo, para não ocasionar a contaminação das águas subterrâneas
Resíduos sólidos - alguns resíduos domésticos podem ser reciclados, tais como: plástico, vidro, papel, alumínio e ferro. Os resíduos orgânicos são restos de comida e podas de jardim, podendo se tornar adubo orgânico, tanto feito em casa ou pela prefeitura, se ela tiver este tipo de trabalho. Os resíduos que não podem ser reciclados nem reaproveitados devem ser descartados, como é caso do papel higiênico, absorventes e fraldas descartáveis.
Resíduos hospitalares - gerados por hospitais, postos médicos, clínicas veterinárias e odontológicas. Como estes resíduos podem estar contaminados, ou serem perigosos como mercúrio e aparelhos de raios-X deve haver coleta e tratamento especial para eles.
Resíduos de obras (entulho) - restos de materiais de construções, tais como: tijolos, pedras, pedaços de concreto, massa de obra, pedaços de cerâmica, etc. Existe reciclagem destes resíduos, porém, a dificuldade maior para ser feita a reciclagem do entulho é que normalmente ele é misturado com latas de tinta, vidros quebrados, madeira, embalagens e outros tipos de resíduos gerados da própria construção.
Resíduos de vias públicas - limpeza das vias públicas, bueiros, bocas-de-lobo, canais, terrenos baldios, podas de árvores em praças públicas. Pode ser utilizado para adubo orgânico, pois contém enorme quantidade de terra, folhas e galhos.
Resíduos industriais - a maioria dos resíduos industriais pode ser reciclada, tais como de aparas de papel ou restos de confecção de bancos de carros, entre outros. Algumas indústrias reutilizam o material ou mandam para outras que utilizam esses resíduos, sendo uma excelente fonte de matéria prima.
Resíduos químicos tóxicos - gerados em hospitais e na indústria. São embalagens da atividade agrícola, lodo residencial de estações de tratamento de esgoto e de fossas, lâmpadas fluorescentes, embalagens de produtos, como material de limpeza, inseticidas e herbicidas, pilhas e baterias, produtos de acidentes, pneus, etc.
O descarte em locais não apropriados de resíduos tóxicos trás graves conseqüências de contaminação, afetando a saúde de todos onde foram depositados os resíduos, podendo se infiltrar no solo, contaminando as águas subterrâneas. A CETESB é o órgão responsável pelo controle das áreas contaminadas por resíduos no estado de São Paulo e tem procurado estruturar-se para tê-la sucesso na efetiva atuação e encaminhamento de soluções para esse grave problema ambiental.
Aterros
Aterros: São locais onde o lixo é depositado permitindo mantê-lo confinado sem causar maiores danos ao meio ambiente. Existem 3 tipos de aterros no Brasil: sanitário, controlado e lixão.
Aterro Controlado: Processo onde são depositados os resíduos sólidos diretamente no solo, utilizando técnicas para não causar danos ou riscos à saúde pública e a sua segurança, minimizando os impactos ambientais. Não dispõe de impermeabilização na base do aterro, podendo comprometer a qualidade das águas subterrâneas com a infiltração do chorume.
Aterro Sanitário: Processo que prepara o nivelamento de terra com o selamento da base com argila e mantas de PVC (extremamente resistente), para a disposição de resíduos sólidos no solo, através de confinamento em camadas cobertas com material inerte (argila), de acordo com normas específicas operacionais, evitando desta forma danos e riscos à saúde pública e à segurança, protegendo o meio ambiente. O lençol freático não é contaminado, sendo o chorume coletado através de tubulações de PEAD e encaminhado para a estação de tratamento de efluentes.
É obrigatória a cobertura diária do lixo, para não ocorrer à proliferação de insetos e animais, mau cheiro e poluição visual.
Lixão
Disposição do lixo sobre o solo a céu aberto, sem nenhum procedimento para diminuir o impacto ao meio ambiente, tanto na questão da superfície quanto no subterrâneo. Se constituem em locais de fácil procriação de vários insetos, sendo a maioria transmissores de doenças.
O lixão é usado também para a coleta de resíduos por pessoas de baixa renda, com objetivo de venda de sucata e busca de alimentos, sendo o único meio econômico para essas famílias, podendo contrair várias doenças.
Reciclagem
Reciclagem é o conjunto de técnicas cuja finalidade é transformar detritos em matéria-prima para novos produtos. É fundamental ao meio ambiente, pois reduz a quantia de resíduos despejados em aterros e permite o reaproveitamento de material, diminuindo a necessidade de extração de matéria-prima. Para que a reciclagem seja feita, deve-se separar os materiais recicláveis do lixo orgânico e encaminhá-los a uma instituição, entidade ou catador que colete o material.
Papel
Primeiramente, deve-se saber quais os papéis que podem ser reciclados.
Os recicláveis são: papelão, jornal, revistas, papel de fax, papel-cartão e outros impressos em geral. Há outros, que não são recicláveis, como fitas e etiquetas adesivas, fotografias e papel carbono.
Para se reciclar o papel, é necessário separá-lo de acordo com o tipo de papel e cortá-lo em forma de aparas. Em seguida, o material é colocado em um macerador, onde é transformado em uma massa uniforme. Logo após, são postos em uma centrífuga, onde os resíduos são eliminados. Depois, o material passa por um processo de destintagem, no qual a tinta do papel será removida através de produtos químicos. A massa resultante é prensada em rolos e outros equipamentos para secar e, enfim, produz o papel reciclado.
Plástico
Plásticos são materiais formados por grandes cadeias moleculares conhecidas como polímeros, que podem ser naturais ou sintéticos. Os naturais são comuns em plantas ou animais, como: algodão, madeira, chifre de boi e látex, enquanto os sintéticos são obtidos pelo homem através de reações químicas, geralmente obtidos do petróleo, como o plástico. O tamanho e estrutura de suas moléculas determinam as propriedades do material plástico.
Os polímeros podem ser classificados em:
Termoplásticos: são aqueles que não sofrem alterações em sua estrutura química durante o aquecimento e, portanto, podem ser moldados novamente após o resfriamento. Exemplos: Polipropileno (PP), Polietileno de Alta Densidade (PEAD), Polietileno de Baixa densidade (PEBD), Polietileno tereftalato (PET), Poliestireno (PS), Policloreto de Vinila (PVC), etc.
Termofixos: são aqueles que uma vez moldados não podem ser fundidos e remodelados novamente, tornando-os não são recicláveis. Exemplos: baquelite, Poliuretanos (PU) e Poliacetato de Etileno Vinil (EVA).
Reciclagem do Plástico
O lixo brasileiro contém de 5 a 10% de plásticos, conforme o local. Como são materiais que ocupam um grande espaço no meio ambiente, devem ser reciclados para que haja redução no volume de lixo e aumento da vida útil dos aterros, sem mencionar que todo plástico reciclado é reaproveitado na criação de novos produtos. Do total de plásticos produzidos no Brasil, só reciclamos 15%. Um dos empecilhos é a grande variedade de tipos de plásticos. Os recicláveis são: potes diversos, sacolas, embalagens, vasilhas, recipientes, artigos domésticos, tubulações, garrafas de PET, que após reciclados serão usados na fabricação de itens diversos, tais como: cordas, cerdas de vassouras, entre outros. Os não recicláveis são: cabos de panela, botões de rádio, pratos, canetas, bijuterias, espuma, embalagens a vácuo e fraldas descartáveis.
Reciclagem Química
A reciclagem química transforma os plásticos em petroquímicos básicos, que são usados como matéria-prima em refinarias ou centrais petroquímicas. Dessa forma, é possível recuperar componentes químicos para reaproveitá-los como produtos químicos ou para a produção de novos plásticos. Processos de reciclagem mais desenvolvidos permitem a reciclagem de misturas de diferentes tipos de plástico, com aceitação de certo grau de contaminantes, como tintas, papéis, entre outros. Veja abaixo alguns processos de reciclagem química:
Hidrogenação: São quebradas as cadeias através do tratamento com hidrogênio e calor, gerando produtos que podem ser utilizados em refinarias.
Gaseificação: Os plásticos são aquecidos com ar ou oxigênio e geram um tipo de gás, que contém monóxido de carbono e hidrogênio.
Quimólise: quebra parcial ou total dos polímeros em moléculas menores, os monômeros.
Pirólise: quebra das moléculas pela ação do calor na ausência de oxigênio, criando frações de hidrocarbonetos que poderão ser processados em refinarias.
Reciclagem Mecânica
A reciclagem mecânica é realizada através da conversão de descartes plásticos em grânulos, que podem ser reaproveitados na produção de outros produtos, como: sacos de lixo, solados, pisos, embalagens não-alimentícias, entre outros. Este processo passa pelas seguintes etapas:
Separação: Em uma esteira, os diferentes tipos de plásticos são separados, de acordo com a identificação ou com o aspecto visual. Rótulos e tampas de garrafas, assim como produtos compostos por mais de um tipo de plástico, são retirados do produto nesta etapa. Essa etapa geralmente é realizada de forma manual, e a eficiência do processo depende diretamente da prática dos executores dessa tarefa.
Moagem e Lavagem: depois de separados de acordo com seu tipo, o plástico é fragmentado em pequenas partes. Em seguida, passa por uma etapa de lavagem com água, visando a retirada de substâncias contaminantes. A água usada na lavagem deverá receber um tratamento adequado para que possa ser lançada como efluente.
Aglutinação: nessa fase, a secagem é completada e o material é compactado, reduzindo-se o volume que será enviado à extrusora. O atrito dos fragmentos contra a parede do equipamento causa a elevação da temperatura, levando à formação de uma massa plástica. O aglutinador também é usado para incorporação de aditivos, como cargas, pigmentos e lubrificantes.
Extrusão: a extrusora funde massa plástica, tornando-a homogênea. Na saída da extrusora, a massa sai em formato de um filete contínuo, que é resfriado com água, para depois ser fragmentado em um granulador, transformando-se em grãos plásticos.
O plástico também pode ser utilizado para a geração de energia elétrica, em um processo chamado reciclagem energética, no qual ele age como combustível.
A queima de produtos plásticos através dessa forma de reciclagem reduz o uso de outros combustíveis. A reciclagem energética é realizada em diversos países da Europa, EUA e Japão, que contam com equipamentos da mais alta tecnologia para a aplicação do processo, anulando assim os riscos à saúde e ao meio ambiente.
Metal
Os metais são muito usados pela indústria graças à sua grande durabilidade e resistência, mas outro atrativo é o fato de serem totalmente recicláveis, e sem que haja perda de qualidade no processo de reutilização. Entre os usos dos metais estão equipamentos em geral, estruturas e embalagens. O cobre, por exemplo, é amplamente utilizado para ligas, como o latão e o bronze, e como revestimento de objetos metálicos. Já o estanho é usado para revestimento interno de latas de aço no setor de embalagens, principalmente para alimentos, para evitar a corrosão. O cromo, o zinco e o níquel são aplicados para revestir objetos de metal.
Primeiramente, separam-se magneticamente os metais ferrosos dos não ferrosos. No geral, metais ferrosos são direcionados para usinas de fundição, onde são colocados em fornos elétricos ou a oxigênio aquecidos a 1.550 graus centígrados. Quando chegam ao estado líquido, são moldados em tarugos e placas metálicas, que serão cortados como chapas. O reprocessamento e transformação de sucata em lâminas de aço levam apenas um dia e pode ser aproveitado em vários setores industriais.
Entre os benefícios da reciclagem do metal, podemos citar o fato de que cada tonelada reciclada, além de não ocupar espaço em aterros sanitários, pode ser totalmente reaproveitada na indústria e torna desnecessária a exploração de recursos naturais.
Como exemplo, podemos citar o aço, pois cada tonelada reciclada desse metal gera uma economia de 1.140 kg de minério de ferro, 154 kg de carvão e 18 kg de cal. Pode-se citar também o alumínio, cuja economia de energia gerada pela reciclagem é de 95% em relação ao processo primário, economizando-se também a extração de 5 toneladas de bauxita (matéria prima para se fabricar o alumínio) por tonelada reciclada e evitando os resíduos da mineração (lama vermelha).
Vidro
O vidro é uma mistura de areia, barrilha, calcário, feldspato e aditivos que, quando derretidos a aproximadamente de 1.550°C, se transformam em uma massa semi-líquida que permite a criação de embalagens ou vidros planos.
Para reciclar, os cacos devem ser primeiramente separados por cor (transparente, marrom ou verde). Então, tornam-se parte da matéria-prima, substituindo o feldspato. Desse modo, a temperatura necessária para fundir o vidro é menor, o que gera economia de energia. Sendo assim, a fabricação do vidro a partir dos cacos também economiza energia gasta na extração e transporte dos minérios que seriam utilizados.
Podem ser recicladas: garrafas de bebida alcoólica e não alcoólica, frascos em geral, potes de produtos alimentícios e cacos de embalagens.
Não podem ser reciclados: espelhos, vidros de janela, box de banheiro, lâmpadas, cristal, ampolas de remédios, formas, travessas, utensílios de mesa de vidro temperado, vidros de automóveis, tubos de televisão e válvulas.
O Brasil só recicla 14,2% do vidro que consome, enquanto o restante torna-se lixo nos aterros sanitários.
Compostagem
A compostagem é o processo de transformação de resíduos orgânicos (cascas de frutas, restos de comida, podas de jardim), em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura como adubo. O composto final somente poderá ser utilizado se não oferecer risco de contaminação.
Existem 2 tipos de compostagem:
Anaeróbia: decomposição realizada por microorganismos que vivem em ambientes sem a presença de oxigênio. Ocorre em baixas temperaturas, com exalação de fortes odores e demora mais tempo até que a matéria orgânica se estabilize.
Aeróbia: realizada por microorganismos que vivem na presença de oxigênio. A temperatura chega até 70ºC, os odores não são fortes e a decomposição é mais rápida.
Incineração
Consiste na queima do lixo hospitalar a altas temperaturas, reduzindo o em cinzas e depois são depositadas nos aterros sanitários. É um método de alto custo, pois utiliza equipamentos especiais para o seu manejo. O processo de incineração libera gases tóxicos que necessitam ser filtrados para não poluir o meio ambiente.
Dicas sobre abastecimento
Como economizar água
Embora a água seja um recurso renovável, o nível de poluição no qual ela se encontra torna cada vez mais difícil seu tratamento. Além disso, o crescimento populacional diminuiu a quantia de água potável disponível para cada pessoa. Há também o fato de que toda a água potável disponível não ser igualmente distribuída, fato que colabora para que centenas de pessoas não possuam acesso a esse precioso recurso. Por estes motivos, é de essencial importância que saibamos aproveitar a água, sem desperdícios.
Seguindo as dicas abaixo, usaremos a água de forma consciente, garantindo assim a água para as gerações futuras.
Tomando banho: Um dos recordistas de consumo de água no Brasil é o chuveiro. Um banho de 15 minutos gasta, em média, 130 litros de água. Tomando banho todos os dias serão consumidos no final do mês, 3.900 litros, ou seja, 46.800 litros por ano. Para economizar, basta reduzir o tempo do banho: cinco minutos são suficientes para lavar todo o corpo. Desligar o chuveiro enquanto se ensaboa ou lava o cabelo também é uma boa maneira de economizar.
Escovando os dentes: Quando estiver escovando seus dentes, deixe a torneira fechada. Gasta-se aproximadamente 10 litros de água quando se escova os dentes por cinco minutos com a torneira aberta. Para economizar a água, basta molhar a escova e depois fechar a torneira.
Lavando a roupa: Acumule peças de roupa e lave tudo de uma vez. Só ligue a máquina quando ela estiver cheia. As roupas mais sujas devem ser colocadas de molho antes da lavagem, para que a sujeira saia facilmente. Ao lavar no tanque, deixe sempre a torneira fechada enquanto ensaboa e esfrega as roupas.
Lavando a louça: Antes de lavar a louça, retire os restos de comida e deixe os utensílios mais sujos de molho. Ensaboe tudo o que for lavar com a torneira fechada e abra a torneira apenas na hora de enxaguar. Quando for tomar água, utilize o mesmo copo várias vezes, para não precisar lavá-lo novamente.
Lavando o carro e a calçada: Use baldes de água para lavar o carro e as calçadas. Ao invés do jato de água da mangueira utilize a vassoura para retirar a sujeira.
Utilizando o vaso sanitário: Não jogue lixo no vaso sanitário, pois poderá entupir o encanamento. Deixe a válvula da descarga sempre regulada e não fique utilizando-a sem necessidade.
Cuidando das plantas: Substitua a mangueira por um regador.
Verificando os vazamentos: Um gotejamento desperdiça 46 litros e água por dia, isto é, cerca de 1.380 litros ao mês. Para verificar se existe algum vazamento, feche todas as torneiras e registros da casa e veja se os números do hidrômetro estão movendo-se. Se isso ocorrer, é sinal de que algum cano pode estar furado.
Material ilustrativo sobre combate ao desperdício
Como verificar se há vazamentos
Um pequeno furo no encanamento ou um vazamento no vaso sanitário causa grande desperdício de água e de dinheiro. Por isso, é importante verificar constantemente se não há vazamentos. As informações abaixo ajudarão a descobrir se há ou não vazamentos em seu imóvel. Confira:
Teste 1: Vazamento no ramal direto da rede e na instalação alimentada pela caixa de água
Mantenha o registro do cavalete aberto.
Feche todas as torneiras da casa e não utilize os sanitários.
Feche (amarre) a bóia da caixa, não permitindo a entrada de água e marque o nível da água na caixa.
Anote a seqüência dos números do hidrômetro e, durante duas horas, verifique se eles se alteram ou se o nível da água na caixa baixou.
Em caso afirmativo:
Se os ponteiros se movimentaram, há vazamento no ramal alimentado diretamente pela rede.
Se o nível da água na caixa de água baixou, há vazamento nos sanitários ou na canalização alimentada pela caixa.
Teste 2: Vazamento na válvula ou na caixa de descarga
Esgote e seque toda a água do vaso.
Não acione a válvula ou a descarga antes de esgotar toda a água do vaso sanitário.
Não utilize o vaso sanitário por meia hora.
Se surgir água no vaso, está havendo vazamento pela válvula ou pela caixa de descarga.
Limpeza de caixa d'água
Depois do tratamento realizado pelo DAE é hora do cliente fazer sua parte e zelar pela qualidade do produto oferecido. Para isso, é imprescindível cuidar das instalações hidráulicas e lavar a caixa d'água a cada 6 (seis) meses.
Confira aqui dicas para fazer isso da forma correta e, o mais importante, com segurança.
Programe com antecedência o dia da lavagem da sua caixa d'água. Escolha de preferência um fim-de-semana em que você não tenha compromissos agendados.
Tenha certeza de que a escada que dá acesso à caixa está bem posicionada e que não há o risco de escorregar.
Feche o registro da entrada de água na casa ou amarre a bóia.
Armazene água da própria caixa para usar enquanto estiver fazendo a limpeza.
O fundo da caixa deve estar com um palmo de água.
Tampe a saída para poder usar este palmo de água do fundo e para que a sujeira não desça pelo ralo.
Retire a água da lavagem e a sujeira com uma pá de plástico, balde e panos. Seque o fundo com panos limpos e evite passá-los nas paredes.
Ainda com a saída da caixa fechada, deixe entrar um palmo de água e adicione dois litros de água sanitária. Deixe por duas horas e use esta solução desinfetante para molhar as paredes com a ajuda de uma brocha e um balde ou caneca de plástico.
Verifique a cada 30 minutos se as paredes secaram. Se isso tiver acontecido, faça quantas aplicações da mistura forem necessárias até completar duas horas.
Não use esta água de forma alguma por duas horas.
Passadas as duas horas, ainda com a bóia amarrada ou o registro fechado, abra a saída da caixa e a esvazie. Abra todas as torneiras e acione as descargas para desinfetar todas as tubulações da casa.
Procure usar a primeira água para lavar o quintal, banheiros e pisos.
Tampe bem a caixa para que não entrem insetos, sujeiras ou pequenos animais. Isso evita a transmissão de doenças. A tampa tem que ter sido lavada antes de ser colocada no lugar.
Anote do lado de fora da caixa a data da limpeza e na agenda a data para a próxima limpeza. Abra a entrada de água da casa e deixe a caixa encher. Esta água já pode ser usada.
A importância da caixa d'água
Clique na imagem abaixo:
Dicas sobre meio ambiente
Como evitar o mosquito da dengue
A procriação do mosquito da dengue depende da existência de água parada e limpa. Para combater a dengue, devem-se tomar as medidas necessárias para não deixar acumular água em objetos.
Veja abaixo como proceder:
Ao invés de colocar plantas aquáticas diretamente na água, coloque-as em areia grossa e coloque um pouco de água uma vez por semana.
Em vasos com flores naturais, troque a água pelo menos uma vez por semana. Em pratos de xaxins, coloque areia grossa.
Pneus devem ser mantidos em locais cobertos para não acumularem água da chuva.
Bebedouros de animais domésticos devem ser lavados com escova ou bucha, e a água deve ser trocada duas vezes por semana.
Garrafas devem ser guardadas com a boca para baixo, protegidas da chuva.
A caixa de água deve estar sempre tampada, assim como tonéis, latas e qualquer objeto que contiver água limpa.
Não deixe as calhas entupidas, pois também acumulam água.
Como manter o ar limpo
O ar é essencial à vida da mesma maneira que a água. Sua poluição provoca inúmeras doenças, como asma, conjuntivite, bronquite, entre outros. Por isso, é necessário aprender a preservá-lo. A qualidade do ar depende de todos, e seguindo as dicas abaixo, ajudaremos a mantê-lo limpo e saudável:
Não fume em ambientes fechados. A fumaça do cigarro afeta mesmo os não fumantes que se encontram nas proximidades. Vale lembrar que a Lei 13.541 proíbe o uso de cigarros em ambientes fechados de uso coletivo;
Mantenha o motor de seu carro sempre regulado. Dessa forma, a poluição lançada na atmosfera pelo seu veículo será reduzida;
Participe de projetos de arborização urbana;
Não queime pneus, plásticos, lixo, restos de capinação, galhos, etc.
Preserve as áreas verdes. Elas colaboram para manter a qualidade do ar. Não pratique queimadas e não solte balões em datas festivas, que podem causar incêndios.
Como agir em caso enchente
Durante o verão, é comum a ocorrência de fortes chuvas, capazes de causar estragos por sua intensidade, especialmente em áreas de risco, como encostas, baixadas e margens de mananciais. Abaixo, há uma série de orientações sobre como proceder antes, durante e depois de ocorrências de tais episódios.
Aos primeiros sinais de chuvas fortes
Retire de casa documentos e objetos de valor.
Levante os móveis, geladeira, fogão e objetos que não possam ser removidos.
Retire os animais de estimação do local.
Desligue aparelhos elétricos e eletrônicos, a chave geral e feche o registro de água.
Coloque o lixo em áreas não sujeitas a enchentes.
Procure abrigo em locais altos e secos.
Durante a enchente
Evite contato com a água, que podem causar doenças e acidentes.
Só entre na água se for absolutamente necessário, protegendo-se com calçados ou botas.
Não coma alimentos que estiveram em contato com as águas da enchente.
Se precisar retira algo de casa, peça ajuda à Defesa Civil ou ao Corpo de Bombeiros.
Após a enchente
Retire a lama e o lixo acumulado do chão, das paredes e dos móveis.
Verifique se a casa não apresenta rachaduras ou risco de desabar.
Lave e desinfete objetos que estiveram em contato com as águas da enchente.
Não use água de fontes e poços, que certamente estará contaminada. Procure informações na unidade de saúde mais próxima.
Tenha cuidado ao remover os móveis, pois durante as enchentes é comum o aparecimento de ratos, cobras e aranhas.
Como preservar o solo
É o solo que nos fornece suporte para construções e alimentos aos seres vivos. Sempre que alguma substância estranha lhe é adicionada, estamos poluindo não somente o solo, como também a água que corre sob ele. Por isso, veja abaixo o que pode ser feito para evitar a poluição do solo:
Não jogue lixo nas ruas, terrenos baldios, parques, praias e outros locais. Esse lixo é arrastado pela chuva para bocas de lobo e as entopem, o que pode ocasionar enchentes;
Não use produtos descartáveis exageradamente;
Reutilize embalagens;
Participe de programas de coleta seletiva de lixo em sua comunidade.
Como diminuir a poluição sonora
Diminua o volume de seu Rádio, Aparelho de som e Televisão.
Evite gritar e verifique o barulho de seu Ar Condicionado e Eletrodomésticos.
Evite ter animais domésticos que frequentemente causem ruidos.
Revise o escapamento de seu Veículo.
Evite buzinar e acelerar o desnecessariamente o motor de seu veículo.
Se você tem Estabelecimento Comercial ou de Serviços, Evite som alto, inclusive de propaganda; adapte o Ambiente para o uso de som amplificado ou Música Ao Vivo, para não prejudicar seus Clientes e Vizinhos.
Reduza ruidos gerados por Máquinas / Equipamentos de sua Oficina, Serralheria, Fábrica ou Escritório.
Materiais educativos
Obs: Arquivos no formato PDF, se o arquivo não abrir automaticamente, utilize o Adobe Reader ou outro leitor de PDF. (Caso não tenha o Adobe Reader instalado clique aqui para baixá-lo)
Para promover o resgate e valorização do patrimônio histórico da cidade e a necessidade de mais um espaço para realizar ações de educação ambiental, a Prefeitura e o DAE criaram o Museu da Água, inaugurado no dia 22 de dezembro de 2008.
Concepção e objetivos
O interesse em criar o museu nasceu da preocupação com a conscientização e educação ambiental e ainda com a evolução da gestão da água em nosso município. A ideia é dar liberdade de informação ao utilizar o espaço da ETA (Estação de Tratamento de Água) I, permitindo aos visitantes conhecer a evolução do tratamento da água na cidade através de imagens, documentos históricos e equipamentos. O museu foi instalado numa casa antiga construída na década de 40 no pátio da ETA I.
Primeiro museu
Embora o atual museu da água tenha sido inaugurado no ano de 2008, ao lado da ETA I, sua primeira versão ocorreu em outubro de 2000, após a restauração da casa de bombas do Parque das Águas, na Represa de Cillo, a 1ª represa da cidade. Os materiais e arquivos avaliados foram elaborados em parceria com a Fundação Romi, através de seu arquivo histórico.
Visitas — Instalações
O Museu da Água possui no interior os seus vários painéis abordando sobre a História das Estações de Tratamento, o Ribeirão dos Toledos, o Percurso da Água da Cidade, o ciclo da água, tratamento de esgoto, mata ciliar, entre outros. Há vários objetos antigos, que eram utilizados pelo DAE. O Museu conta com um amplo auditório, o palco pode ser utilizado para palestras e aulas de educação ambiental.
Público alvo
O museu recebe visita de instituições de ensino, terceira idade, Centro de Integração da Criança e do Adolescente, ONG, associações de bairros e outros segmentos organizados da sociedade.
Como agendar
Para visitas escolares ou agendamento de eventos no anfiteatro do Museu, abra um protocolo digitalmente na plataforma 1Doc ou compareça pessoalmente e protocole na sede administrativa do DAE, localizada à Rua José Bonifácio, nº 400 - Centro.
Endereço
Rua Camilo Augusto de Campos, nº 487, Jardim América - Santa Bárbara d'Oeste.
Projeto "Conheça o DAE"
Ficha de inscrição/cadastro
Esta é a ficha de inscrição do Projeto Conheça o DAE, projeto de caráter informativo do DAE - Departamento de Água e Esgoto de Santa Bárbara d'Oeste, que tem como principal objetivo a integração entre a população barbarense e o trabalho realizado pela Autarquia, no que se refere ao abastecimento público e esgotamento sanitário, apresentando os sistemas de reservação, tratamento e as obras de melhoria em andamento, bem como noções sobre consumo consciente.
Sobre a visita
O Projeto Conheça o DAE leva o cidadão barbarense a conhecer o DAE e receber informações sobre as obras em andamento, conhecer um pouco do tratamento de água e esgoto e dicas de economia. A visita tem início às 7h45 e término em torno das 13h, com partida e chegada da Sede Administrativa situada na Rua José Bonifácio, nº 400, Centro.
Roteiro
Sede Administrativa: a visita à Sede visa mostrar um pouco dos procedimentos internos aos quais a população costumeiramente não tem acesso.
Represa São Luiz: a Represa São Luiz fica em área rural e é a segunda maior represa da cidade.
Represinha Santa Alice: a Estação Elevatória de Água, mais conhecida como Represinha, fica localizada no bairro de chácaras Jardim Santa Alice. Essa estação é responsável pela captação e bombeamento de água bruta para tratamento.
ETA IV: a Estação de Tratamento de Água IV fica localizada no bairro Jardim Souza Queiroz, distribui água de excelente qualidade para vários bairros da cidade.
ETE Toledos I: a Estação de Tratamento de Esgoto Toledos I fica localizada no bairro Jardim Conceição e trata a maior parte do esgoto gerado na cidade.
ETE Toledos II: a obra que está em construção da Estação de Tratamento de Esgoto Toledos II está localizada na antiga Fazenda Jamaica.
Recomendações
Para participar do projeto Conheça o DAE, por questão de segurança, o munícipe deve, no dia da visita agendada, estar utilizando calçado fechado e calça comprida. A não utilização da vestimenta indicada no dia do evento implica em desistência de participar do passeio. Recomenda-se, e neste ponto é opcional, a utilização de óculos de sol, boné/chapéu, garrafas d'água e protetor solar. É permitido o registro fotográfico durante o passeio, entretanto, fica expressamente PROIBIDA a gravação audiovisual (registro por meio de vídeo).
A participação de menores de dezoito anos só será permitida com a presença do responsável, que também deve preencher o formulário. A inscrição é feita junto ao DAE; podem ocorrer mudanças no roteiro, sem aviso prévio, de acordo com as condições climáticas ou em decorrência de intervenções em obras. Em caso de cancelamento da visita por parte da autarquia, o DAE fará um novo reagendamento e entrará em contato.